Num desenho lógico (?)

Das patas nasce

 um caos

- de divinas enzimas –

 Controlado

 

Secreções brilham

 

Suspirando noite

 Orvalhos

- nos seus virtuais laços –

 Pingam

 

Atiçam

 na tremedeira dos fios

a sede de  seus arquitetos

 

Que tortas formas

 são simultâneas redes

 

Na teia

 os insetos esperam

a hora

que tudo aquilo que

respira se destina

É sinal de tempo
De nó em nós
A cada passo
Um espiral
Contra a luz
Contra o vento
Se não grudar
Até dá para levar
Lambendo frestas
Desapontando arestas
Enrolados até os ossos
Trocando letras
Tecendo versos
Anoitecendo o dia
Em nossa teia

Fronteiriço,

Cruzo a linha divisória

Estabelecida pelo antecessor

O aspirante iluminado

Em branca moldura

Desatende o fio da meada

Cioso por ocupação

Ao sêmen retorna

Dá cores à vida

Na teia se espicha

Até que desgrudado

Larga fora.

A teia

 

Somos todos

Sem vergonhas

Na veia

Humanas

Formas estranhas

Malucas bizzarras

A la Rabo de arraia

Leia:

Viajamos a vida agora

Não amanhã

Muito menos na manha

Pois se é fogo … ateia

E se for mais …idéia !

Vivemos a dádiva

inteira

Sem meias

Nem menos

Se pah

Meia nem a linguagem

Meio só ponto de passagem

Ponto e meio pra aldeia

Sem nexo

Nem sexo

Ok O2

Nem pouco sexo

Tão pouco quase aquilo

É isso

Nos alimentamos

De todas

Do todo que é nada

De tudo que nada

sem morrer na praia

Não damos conta

Nem damos pinta

Da tocaia na calada

Psico fantasia camuflada

Por trás da tela

eletro anti fuga

é gente

é “nóis “

é a teia.

A teia

Na veia

Na fonte

No verso

No vale

No monte

Ateia

Horizonte

Em chamas

Inflamas

Profanas

E Chamas

Meu nome

De fome

E some

(Na espreita)

Tateia

Na teia

Me come.

no

ar

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